segunda-feira, 20 de julho de 2009

Informática e Educação TG7 [felipe]

É inegável que a expansão da Internet trouxe muita informação para a vida do ser humano. A possibilidade de estar informado sobre coisas que acontecem do outro lado do mundo se tornou muito mais fácil. Basta apenas alguns cliques e temos a informação ao nosso alcance. A informática tem contribuído bastante na formação do perfil do profissional do século XXI: bem informado, atento para as novidades do mercado e polivalente.


No que diz respeito à educação básica, pode-se dizer que os jovens e crianças de hoje tem muito mais acesso ao conhecimento do que os de 20 ou 30 anos atrás. Com a Internet, o aluno pode desenvolver o auto-aprendizado e o hábito de pesquisar. E isso
traz um grande desafio para os professores: o que fazer para manter os alunos na sala de aula? O oceano de informações que estão ao alcance dos alunos obriga os professores a estarem se atualizando constantemente. [1] Os educadores precisam mostrar que a informática não veio para substituir a escola, mas sim para servir de subsídio na aprendizagem.


Muitas pessoas vêm trocando as tradicionais aulas em sala por cursos online ou semipresenciais. A oferta de cursos superiores à distância no Brasil cresceu 571% de 2003 a 2006[2]. Embora a educação à distância seja vista como uma oportunidade para quem não tem tempo de estar em sala de aula, esta nova metodologia de ensino ainda não é tão eficiente a ponto de substituir completamente as salas de aula.


A informática trouxe também uma mudança nos paradigmas da educação. Hoje muito se discute sobre o tipo de educação que as escolas estão transmitindo: está sendo uma educação pautada pelos anseios e necessidades do homem, ou pelas necessidades do mercado?[3] O cidadão é moldado segundo as exigências da sociedade: capacidade de trabalho em equipe, visão ampla da realidade, dinamismo, autonomia, liderança e criatividade.


Bibliografia
[1] Internet na educação: http://www.eca.usp.br/prof/moran/entrev.htm
[2] e-educador: http://e-educador.com/index.php/mundo-high-tech-mainmenu-99/4430-ead 
[3] Web artigos: http://www.webartigos.com/articles/21646/1/tecnologia-na-educacao-uma-mudanca-de-paradigma/pagina1.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Informática: a regulamentação profissional[italo]

Você deixaria seu vizinho tirar uma pinta da sua pele? Ele é açogueiro, tem trato com carnes! E a mim, você deixaria projetar a sua casa? Qual é! Eu sou fera no lego...E desenvolver o sistema da sua empresa, você deixaria o rapaz alí que aprendeu php em um curso técnico qualquer?


Nem sempre temos consciência do erro que podemos estar cometendo ao comprar alguma coisa, seja produto ou serviço. Isso pode acontecer de várias formas, como comprando um celular que não é tão bom quanto parecia na propaganda, um doce de chocolate que não derrete na boca, ou mesmo um aplicativo que não faz o esperado. Mas, para esse último, o problema pode ser um pouco mais complicado, pois não existem órgãos que regulamentem a atividade de criação de software no Brasil.

Uma obra de construção civil, por exemplo, como se levantar um prédio, necessita do acompanhamento de um engenheiro responsável, alguém que garanta que aquela construção segue as normas de segurança de construção de prédios. Uma cirurgia, mesmo uma simples, exige o acompanhamento de um profissional formado em medicina. Já o desenvolvimento de um software não necessita de nada disso, pois a profissão não é regulamentada.

A regulamentação de uma profissão é o processo que cria regras para o exercício daquela profissão. Dentre essas regras, normalmente temos a exigência de graduação na área, a filiação do profissional ao conselho da profissão e a normatização de procedimentos de atuação do profissional. Essas novas regras para o exercício podem trazer vantagens e desvantagens visíveis como a melhor criterização do profissional assim como a maior burocratização do processo.

Muitas entidades tem uma posição bastante clara quanto a isso. Enquanto empresários temem o aumento no custo da mão de obra do setor com a regulamentação da profissão, a Sociedade Brasileira de Computação é a favor da regularização, mas de uma forma menos restritiva, que não impessa os profissionais de trabalhar na área por não ter um diploma de graduação[2].

Enquanto o senado tenta criar um projeto de lei regulando o assunto[3], que seja, ao mesmo tempo, adequado aos anseios da categoria de melhores salários, estabilidade e reconhecimento da sociedade, que não inviabilize os meios de produção e não gere desemprego, o impasse entre as categorias perdura.

O entendimento que a informática é uma ciência com procedimentos definidos, que necessita de cuidado e conhecimento para ser exercida em sua grandeza deve ser entendido e levado em conta por quaisquer reguladores que se considerem no direito e na capacidade de opinar sobre qualquer nível de regulamentação para a mesma. Mas, quão possível é regulamentar uma profissão sem gerar escassez de profissionais[4] ou um grande impacto na economia? Só o tempo e os erros futuros, que virão, dirá!

[agradecimentos a Itaira Santos pela inspiração]

Bibliografia
[1] http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107&content=news&id=5982
[2] http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html
[3] http://idgnow.uol.com.br/carreira/2006/09/14/idgnoticia.2006-09-14.4786656648/
[4] http://idgnow.uol.com.br/carreira/2007/02/22/idgnoticia.2007-02-22.8802281673/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O profissional e o mercado de trabalho [italo]

Informática, Ciências da Computação, Telemática, Sistemas de Informação...a lista de cursos de tecnologia é grande, e todo dia surge um novo nome.

O mercado de TI brasileiro, que volta a crescer nesse ano de 2009[1], parece não dar tréguas à academia. Diferente de outros cursos que preparam o aluno para a realidade atual do mercado, os cursos superiores de informática e afins necessitam preprarar seus alunos para as exigências futuras do mercado.

Sobre essa afirmação, existe uma sutil ironia. A tecnologia da informação, que sempre foi considerada o futuro, capaz de automatizar tudo e aliviar a carga das pessoas, agora tenta se preparar para o futuro. E mesmo para as universidades que não formam os alunos diretamente para o mercado de trabalho, se tornou um desafio criar currículos capazes de fornecer uma base de conhecimento adequada aos novos profissionais.

Com esse foco em mente, a área caminha para o futuro. Cursos especialistas e especializados começam a se estabelecer em todo o país. Áreas de conhecimento que antes não existiam ou não tinham qualquer foco de atividade no país surgem e se estabelecem como caminhos seguros para uma carreira. Cursos de Informática Biomédica[2], Jogos Digitais[4] e Televisão Digital[3] são cursos novos, em expansão, que visam atender a um mercado futuro, que está se formando e se estabelecendo agora, todos voltados para indústrias milionárias já existentes.

É importante salientar que esses novos nomes para cursos tecnológicos não significam, necessariamente, a existência de novas áreas de conhecimento, sendo que, na essência, muitos desses cursos são Engenharias Computacionais ou cursos de Ciências da Computação que receberam um novo nome por questão de marketing e por oferecerem uma especialização naquela área. O MEC, por exemplo, desaconselha que novas instituições de graduação utilizem essas nomeclaturas exóticas em detrimento às quatro aconselhadas[5].

Mas, se você é um aluno de algum curso de Ciências da Computação, por exemplo, não se desespere! Largue o telefone e cancele a ligação que você estava fazendo para trocar de curso. O mercado para cursos de tecnologia "menos fashion" continua aquecido e em plena expansão. Você não deixará de conseguir uma vaga em desenvolvimento de jogos por não ser graduado em desenvolvimento de jogos. Apenas complemente sua formação com um curso técnico ou especialização e está tudo resolvido. O futuro ainda é brilhante para quem for brilhante!

Bibliografia
[1] http://pcmag.uol.com.br/conteudo.php?id=1497
[2] http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_279102.shtml
[3] http://www.faac.unesp.br/posgraduacao/tvdigital/historico.php
[4] http://www.educaedu-brasil.com/curso-de-graduacao-em-jogos-digitais-carreiras-universitarias-14953.html
[5] http://www.inf.ufrgs.br/mec/