segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ética profissional TG11 [italo maia]

Você é ético na sua profissão? Se sua profissão é regulamentada, você provavelmente tem ou já leu uma cartilha precisa e objetiva sobre qual o comportamento esperado de você como profissional. Mas e quando sua profissão não é regulamentada? 
Mesmo nestas condições, é possível se esperar alguns princípios éticos do profissional de TI. Muitas vezes ele recebe acesso a sistemas internos de empresas ou redes privadas, onde a discrição e a segurança dos dados é importante. A forma como se lida com isso pode ser vista por várias óticas. Vejamos uma...

Devido à falta de um conselho ou regulamentação da profissão, os profissionais de TI, normalmente se munem de seus próprios juízos para decidir qual a melhor forma de agir em cituações que requerem decisões éticas. Como não temos(nós, profissionais de TI) um código de ética universal, não é possível garantir uma padronização de nossas ações, permitindo que pequenas falhas ocorram. Por exemplo, é certo comentar sobre topologias de empresas com outras? Fornecer um serviço que não garanta condições mínimas de segurança de software a um contratante pelo fato de ele não querer pagar mais caro é ético? 

Não somente na prestação de serviços como na criação de novos aplicativos, que possam ter implicação com direitos de terceiros, a ética também está envolvida. A criação de programas de vírus, por exemplo, mesmo para fim de estudo, é uma atividade perigosa que pode tomar um rumo inesperado. Médicos, por exemplo, não podem criar vírus perigosos ao seu bel prazer, entretanto, profissionais de TI podem. O P2P é outro ponto potencialmente importante das discussões éticas. Muitas empresas se queixam da tecnologia por facilitar a troca de arquivos, inclusive arquivos com copyright, entre usuários comuns. Seria essa uma facilitação do crime? Onde a ética poderia nortear essa discussão?

Este último exemplo pode ser considerado um problema grave, visto pelo ponto das grandes gravadoras que se queixam da diminuição das vendas de discos. Chegam a chamar os usuários desse tipo de tecnologia até de piratas! Como todos sabem, os piratas eram pessoas que saqueavam navios e roubavam tesouros. Será que as pessoas que trocam arquivos por P2P podem estar roubando alguém? Tudo isso depende de muita discussão ética.
Para aqueles que são contra a regulamentação da profissão, pelo menos no campo da ética, um conselho pode vir a ser vantajoso para nós.

Bibliografia
[1] http://blog.gnustavo.com/2007/11/tica-dos-profissionais-de-ti.html

Ética, moral e justiça TG10 [italo maia]

Enquanto a ética, a moral e a justiça podem ser fácilmente confundidos, são conceitos bastante distintos, senão em nosso consciente, em nosso dia a dia.
Quantos já pensaram que um bandido recebeu a justiça ao ser linchado por uma população raivosa? Quantos já disseram que um médico não é ético ao praticar um aborto? Ou mesmo viram um político afirmar que outro não tem a moral necessária para lhe caluniar? Esses termos na sociedade precisam ser bem compreendidos para que não ocorram erros crassos.

A justiça, por exemplo, vem do pré-suposto que se exerce o que é justo, fato esse que pode ser amoral e aético. Um exemplo muito bom pode ser apreciado com a lei de talião[1], onde um crime contra outrem dava o direito ao outrem ou representante de retaliar na mesma proporção ao criminoso. Também conhecida como lei do "olho-por-olho, dente-por-dente",  ela tenta incutir a idéia de que alguém que faça o mal deve receber o mal na mesma medida, e assim "garantir" que ninguém saia em débito por um crime. Essa lei é óbviamente justa para o algoz e para a vítima, mas pode não cê-lo para outros envolvidos, enquanto é óbviamente aética e amoral.

A ética, que é a reflexão sobre o grau de harmonia ou desarmonia que uma decisão pode gerar em uma comunidade, já possui um entendimento mais amplo. Mesmo ocorrendo problemas de interpretação, onde pessoas são fácilmente caracterizadas como "sem ética", ela é bastante natural, na medida que serve de guia para as pessoas em suas ações. 

A moral, por outro lado, não é um guia, é uma norma de conduta a ser seguida. Pessoas que não respeitem a moral, são amorais e repelidas pela sociedade. Isso ocorre porque a moral se dá por meio de consensos entre as comunidades. Ela não é uma reflexão individual nem é, necessariamente, ética ou justa. Ela é uma decisão que, para um determinado momento, é considerada a melhor forma de se manter a melhor convivência da comunidade.

O entendimento destes três termos é simples, quando se nota as pequenas nuances de cada um.

Bibliografia
[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_tali%C3%A3o

sábado, 8 de agosto de 2009

Ética: etimeologia [italo]

Escrúpulos eram pedrinhas usadas antigamente para se pesar mercadoria. Uma pessoa sem escrúpulos era alguém que não tinha as pedrinhas, e podia, teoricamente, enganar o outro negociante [livro:Emprego de A a Z].

Diante disto, uma dúvida muito interessante pode ser posta em pauta: as pessoas sem escrúpulos não tem ética?

Por mais vulgarizado que esteja, a ética é um termo amplo e que teve o seu significado interpretado de formas diferentes desde sua criação.

Originada do grego ethos, através do latim mos( que siginifica moral )[1], a palavra ética teve seu significado talhado por diversos pensadores durante o curso da história. Para Sócrates, por exemplo, ser ético era conhecer as causas e fins de suas próprias ações, enquanto para Aristóteles, que o sucedeu no tempo, ética era um conjunto de regras que permitiam se viver em sociedade harmonicamente [2].
Devido a sua etimologia, a ética também pode ser confundida com moral, o que é errado, pois enquanto a moral é normativa, "faça isso para ter uma postura moral", a ética, como um conceito moderno, é teórica, tentando explicar a forma que as coisas devem ser.


A concepção antropocentrica moderna da ética coloca o homem no centro de sua discussão, apontando seu significado como a fundamentação moral do interesse humano [John Locke]. A ética universaliza pensamentos e condutas que devem ser adotados por todos para se obter harmonia. Entretanto, como a ética vem do interesse humano, e a harmonia vem da interação com o ambiente, a ética pode ser vista como conjuntos de concepções morais que atedem a um interesse comum.

Sabido isso, podemos voltar aos nossos escrúpulos. Como comentado em aula, ética não é algo que se tem, mas uma conduta particular que se segue ou não. Para nossos comerciantes sem escrúpulos, as pedrinhas, resta-nos entender que eles estavam apenas seguindo um preceito ético diferente daquele que poderia ser esperado deles. O consenso deles estava voltado para a melhor venda, e não para a venda mais justa. Por isso, quando alguém for caracterizado como "sem ética", saiba que essa afirmação paradoxal possui sentido, mas não significado real, pois a pessoa não é ética ou não ética, ela apenas se mune de princípios éticos diferentes, ou não.

Bibliografia
[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica
[2] http://terceiraom3.wordpress.com/2007/10/31/etica-e-epistemologia-um-resumo/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Informática e Sociedade

Como você muda o canal da sua televisão? Com o controle remoto, não é mesmo? Isso parece normal para você? A pouco tempo, isso seria algo impensado! Seus avós, no tempo deles, provavelmente teriam que se levantar e se dirigir até a televisão para realizar a mesma ação. Isso mostra como a tecnologia consegue se inserir de tal forma na vida das pessoas que ela passa a ser despercebida, como se ela sempre estivesse lá!

Agora, se você mudar um pouco o foco dessa reflexão e começar a pensar em como os equipamentos eletrônicos modernos estão se inserindo, cada vez mais, em seu cotidiano, pode ter uma surpresa! Por exemplo, outro dia, estava vendo um filme ambientado em outra época, onde um garoto tentava escutar música durante a aula com um walkman. A professora dele foi bastante eficiente em notar o ato nefasto do "pequeno meliante" e repreendê-lo. Se ele estivesse usando um aparelho de MP4 munido de avançados fones de ouvido sem fio, acredito que a professora estaria, então, em grande desvantagem!

Não é somente nesses pequenos atos que a tecnologia se insere em sua vida. Não senhor! Além dos aparelhos tecnológicos, a informática tem também se inserido na vida das pessoas como um portal de conhecimento[1] . Ela permite fazer pesquisas em fontes de informação no mundo todo na comodidade do lar, filtra e classifica informação por qualidade e relevância e até sugere o que você pode estar querendo sem saber. Entre outras influências, uma que vale a pena citar é como a informática se tornou algo imprensindível para o profissional. Antigamente, o diferencial de um profissional era saber inglês, exigência essa que logo evoluiu para ter graduação. Hoje em dia, qualquer profissional, mesmo letrado, que não tenha domínio, mesmo simples, do inglês, é um profissional incompleto e desvalorizado. Mandar um email, que é uma das evoluções da forma de comunicação fornecida pela informática, depende do conhecimento da informática. Depende de saber ligar um computador, se autenticar em um sistema operacional, e de utilizar um aplicativo adequado, como um navegador web ou cliente de email.

Essa necessidade já está tão enraizada que a informática já faz parte do currículo de muitas escolas, públicas e privadas [3][4], não sendo essa apenas uma exigência dos educadores e políticos, mas dos pais e da sociedade.

Diante de tudo isso, do uso ordinário de equipamentos eletrônicos, e da forte inserção da informática no cotidiano, incluindo a educação, o papel da família é ressaltado. Devido ao importante papel desempenhado na educação de seus filhos[5], os pais devem atuar ativamente no mantimento e controle de uma relação saudável entre seus filhos e o meio tecnológico em que vivem. Devido ao aumento vertiginoso da interação com o mundo virtual, a informática que é um meio de se obter conhecimento, entretenimento e um ofício, até, pode atrapalhar o desenvolvimento e crescimento pessoal também[6]. Assim como tudo que pode ser pesado e medido, a tecnologia pode ser usada de forma prejudicial, e a orientação de como isso tudo deve feito deve ter participação da família, para que a invenção do século passado não se torne um problema insolúvel para o século atual.

Bibliografia
[1] http://www.aprendebrasil.com.br/estudar_pesquisar/pesquisas.asp
[2] http://informatica.hsw.uol.com.br/mecanismos-de-busca-da-internet.htm
[3] http://www.clubedoprofessor.com.br/artigos/artigojunio.htm
[4] http://www.jusbrasil.com.br/politica/26169/projeto-preve-inclusao-de-informatica-no-curriculo-escolar
[5] http://educaforum.blogspot.com/2008/01/o-papel-dos-pais-na-escola.html
[6] http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76953-6014-464,00.html

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Informática e Educação TG7 [felipe]

É inegável que a expansão da Internet trouxe muita informação para a vida do ser humano. A possibilidade de estar informado sobre coisas que acontecem do outro lado do mundo se tornou muito mais fácil. Basta apenas alguns cliques e temos a informação ao nosso alcance. A informática tem contribuído bastante na formação do perfil do profissional do século XXI: bem informado, atento para as novidades do mercado e polivalente.


No que diz respeito à educação básica, pode-se dizer que os jovens e crianças de hoje tem muito mais acesso ao conhecimento do que os de 20 ou 30 anos atrás. Com a Internet, o aluno pode desenvolver o auto-aprendizado e o hábito de pesquisar. E isso
traz um grande desafio para os professores: o que fazer para manter os alunos na sala de aula? O oceano de informações que estão ao alcance dos alunos obriga os professores a estarem se atualizando constantemente. [1] Os educadores precisam mostrar que a informática não veio para substituir a escola, mas sim para servir de subsídio na aprendizagem.


Muitas pessoas vêm trocando as tradicionais aulas em sala por cursos online ou semipresenciais. A oferta de cursos superiores à distância no Brasil cresceu 571% de 2003 a 2006[2]. Embora a educação à distância seja vista como uma oportunidade para quem não tem tempo de estar em sala de aula, esta nova metodologia de ensino ainda não é tão eficiente a ponto de substituir completamente as salas de aula.


A informática trouxe também uma mudança nos paradigmas da educação. Hoje muito se discute sobre o tipo de educação que as escolas estão transmitindo: está sendo uma educação pautada pelos anseios e necessidades do homem, ou pelas necessidades do mercado?[3] O cidadão é moldado segundo as exigências da sociedade: capacidade de trabalho em equipe, visão ampla da realidade, dinamismo, autonomia, liderança e criatividade.


Bibliografia
[1] Internet na educação: http://www.eca.usp.br/prof/moran/entrev.htm
[2] e-educador: http://e-educador.com/index.php/mundo-high-tech-mainmenu-99/4430-ead 
[3] Web artigos: http://www.webartigos.com/articles/21646/1/tecnologia-na-educacao-uma-mudanca-de-paradigma/pagina1.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Informática: a regulamentação profissional[italo]

Você deixaria seu vizinho tirar uma pinta da sua pele? Ele é açogueiro, tem trato com carnes! E a mim, você deixaria projetar a sua casa? Qual é! Eu sou fera no lego...E desenvolver o sistema da sua empresa, você deixaria o rapaz alí que aprendeu php em um curso técnico qualquer?


Nem sempre temos consciência do erro que podemos estar cometendo ao comprar alguma coisa, seja produto ou serviço. Isso pode acontecer de várias formas, como comprando um celular que não é tão bom quanto parecia na propaganda, um doce de chocolate que não derrete na boca, ou mesmo um aplicativo que não faz o esperado. Mas, para esse último, o problema pode ser um pouco mais complicado, pois não existem órgãos que regulamentem a atividade de criação de software no Brasil.

Uma obra de construção civil, por exemplo, como se levantar um prédio, necessita do acompanhamento de um engenheiro responsável, alguém que garanta que aquela construção segue as normas de segurança de construção de prédios. Uma cirurgia, mesmo uma simples, exige o acompanhamento de um profissional formado em medicina. Já o desenvolvimento de um software não necessita de nada disso, pois a profissão não é regulamentada.

A regulamentação de uma profissão é o processo que cria regras para o exercício daquela profissão. Dentre essas regras, normalmente temos a exigência de graduação na área, a filiação do profissional ao conselho da profissão e a normatização de procedimentos de atuação do profissional. Essas novas regras para o exercício podem trazer vantagens e desvantagens visíveis como a melhor criterização do profissional assim como a maior burocratização do processo.

Muitas entidades tem uma posição bastante clara quanto a isso. Enquanto empresários temem o aumento no custo da mão de obra do setor com a regulamentação da profissão, a Sociedade Brasileira de Computação é a favor da regularização, mas de uma forma menos restritiva, que não impessa os profissionais de trabalhar na área por não ter um diploma de graduação[2].

Enquanto o senado tenta criar um projeto de lei regulando o assunto[3], que seja, ao mesmo tempo, adequado aos anseios da categoria de melhores salários, estabilidade e reconhecimento da sociedade, que não inviabilize os meios de produção e não gere desemprego, o impasse entre as categorias perdura.

O entendimento que a informática é uma ciência com procedimentos definidos, que necessita de cuidado e conhecimento para ser exercida em sua grandeza deve ser entendido e levado em conta por quaisquer reguladores que se considerem no direito e na capacidade de opinar sobre qualquer nível de regulamentação para a mesma. Mas, quão possível é regulamentar uma profissão sem gerar escassez de profissionais[4] ou um grande impacto na economia? Só o tempo e os erros futuros, que virão, dirá!

[agradecimentos a Itaira Santos pela inspiração]

Bibliografia
[1] http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107&content=news&id=5982
[2] http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html
[3] http://idgnow.uol.com.br/carreira/2006/09/14/idgnoticia.2006-09-14.4786656648/
[4] http://idgnow.uol.com.br/carreira/2007/02/22/idgnoticia.2007-02-22.8802281673/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O profissional e o mercado de trabalho [italo]

Informática, Ciências da Computação, Telemática, Sistemas de Informação...a lista de cursos de tecnologia é grande, e todo dia surge um novo nome.

O mercado de TI brasileiro, que volta a crescer nesse ano de 2009[1], parece não dar tréguas à academia. Diferente de outros cursos que preparam o aluno para a realidade atual do mercado, os cursos superiores de informática e afins necessitam preprarar seus alunos para as exigências futuras do mercado.

Sobre essa afirmação, existe uma sutil ironia. A tecnologia da informação, que sempre foi considerada o futuro, capaz de automatizar tudo e aliviar a carga das pessoas, agora tenta se preparar para o futuro. E mesmo para as universidades que não formam os alunos diretamente para o mercado de trabalho, se tornou um desafio criar currículos capazes de fornecer uma base de conhecimento adequada aos novos profissionais.

Com esse foco em mente, a área caminha para o futuro. Cursos especialistas e especializados começam a se estabelecer em todo o país. Áreas de conhecimento que antes não existiam ou não tinham qualquer foco de atividade no país surgem e se estabelecem como caminhos seguros para uma carreira. Cursos de Informática Biomédica[2], Jogos Digitais[4] e Televisão Digital[3] são cursos novos, em expansão, que visam atender a um mercado futuro, que está se formando e se estabelecendo agora, todos voltados para indústrias milionárias já existentes.

É importante salientar que esses novos nomes para cursos tecnológicos não significam, necessariamente, a existência de novas áreas de conhecimento, sendo que, na essência, muitos desses cursos são Engenharias Computacionais ou cursos de Ciências da Computação que receberam um novo nome por questão de marketing e por oferecerem uma especialização naquela área. O MEC, por exemplo, desaconselha que novas instituições de graduação utilizem essas nomeclaturas exóticas em detrimento às quatro aconselhadas[5].

Mas, se você é um aluno de algum curso de Ciências da Computação, por exemplo, não se desespere! Largue o telefone e cancele a ligação que você estava fazendo para trocar de curso. O mercado para cursos de tecnologia "menos fashion" continua aquecido e em plena expansão. Você não deixará de conseguir uma vaga em desenvolvimento de jogos por não ser graduado em desenvolvimento de jogos. Apenas complemente sua formação com um curso técnico ou especialização e está tudo resolvido. O futuro ainda é brilhante para quem for brilhante!

Bibliografia
[1] http://pcmag.uol.com.br/conteudo.php?id=1497
[2] http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/profissoes_279102.shtml
[3] http://www.faac.unesp.br/posgraduacao/tvdigital/historico.php
[4] http://www.educaedu-brasil.com/curso-de-graduacao-em-jogos-digitais-carreiras-universitarias-14953.html
[5] http://www.inf.ufrgs.br/mec/

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Tecnologia x desemprego [felipe]

Com a Revolução Industrial as indústrias passaram a substituir a mão de obra humana pelas máquinas. A maior parte da mão de obra humana desempenhava um papel secundário na produção(controlar as máquinas, que se tornaram mão de obra primária). Chegou a se especular que o avanço científico e tecnológico poderia acabar, tendo em vista que o maioria da população ficaria desempregada. Imaginava-se que as máquinas iriam dominar completamente o mercado de trabalho.

É muito comum as pessoas pensarem que a tecnologia gera o desemprego. Basta pensarmos num simples exemplo: para estacionar o seu carro num estacionamento de um shopping, você pega o seu ticket do estacionamento com uma máquina. Esse trabalho talvez fosse feito por alguma pessoa há alguns anos atrás. Ela foi, portanto, demitida para que o sistema eletrônico fosse instalado. No entanto, alguém deve ter desenvolvido o sistema, gerando novas oportunidades de emprego.

Segundo pesquisas do DIEESE(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o número de desempregados no Brasil representa 15,3% da população economicamente ativa. O contigente de desempregados no último mês foi estimado em 3,298 milhões de pessoas, 41 mil a mais do que no mês anterior. A criação de vagas foi de 81 mil, porém não foi o suficiente para absorver a entrada de 97 mil pessoas no mercado de trabalho.

Talvez o avanço tecnológico não seja, por si só, um fator que contribue para o aumento do desemprego, mas sim a forma como o mercado exige da população o conhecimento dessas novas tecnologias. Como dizia Gabriel, o pensador, "aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá"! A partir do momento em que a tecnologia está ao alcance de todos, várias portas do mercado de trabalho se abrem para as pessoas. O que talvez esteja faltando para reduzir

Bibliografia
[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u585105.shtml
[2] http://www.alunodeinformatica.net/?tag=tecnologia-gera-desemprego

terça-feira, 23 de junho de 2009

Evolução tecnológica x Inclusão Digital [italo]

Você é da época do computador Pentium? Eu sou! Até tive! Um separador de águas na minha infância. O antes e o depois do meu Pentium. Esse foi meu primeiro contato com os computadores, que a pouco surgiam para os brasileiros em geral.

Nesse quesito, eu acredito que tive muita sorte. Fui um dos primeiros garotos da rua a ter um computador, uma pena que ainda era tudo muito novo. Eu tinha um computador, mas não sabia como usar. Tinha um computador, mas não tinha internet. Tinha um computador, mas eu ainda não fazia parte da Era Digital!

Antes de mais nada, é importante definir esse grupo ao qual eu não pertencia. A "Era Digital" é um período de tempo, que se estende até hoje, no qual as pessoas tornaram-se capazes de se conectar, trocar e produzir conhecimento através de equipamentos eletrônicos interativos, como o computador. Dito isso, sobra uma icógnita! Como se entra na "Era Digital"?

Todo o conceito de "Era Digital", de "pessoas conectadas", se deu por motivo das novas invenções do final do século XX e, principalmente, da forma como a "Inclusão Digital" ocorreu, possibilitando acesso das pessoas a tecnologia.
Desde antes do meu pentium, o processo de ensino, difusão e massificação dos computadores e equipamentos de informação já se dava em níveis variados. Também chamada de Inclusão Digital, esse processo permite o acesso das pessoas em geral, e não somente dos profissionais de tecnologia, à tecnologias de informação como um todo[wikipédia].

Mesmo sendo conceitualmente simples, "pessoas tendo acesso à tecnologia", a inclusão digital depende de alguns fatores para ocorrer. Pesquisadores e estudiosos em geral concordam, entretanto, que três pilares são essenciais [2]:
  1. TIC's
  2. Renda
  3. Educação
Esse tripé estrutural é na verdade bem lógico: os TIC's, ou centros de tecnologia, são núcleos responsáveis por divulgar e fomentar a tecnologia nas regiões em que atuam. Isso cria a visibilidade que a tecnologia precisa, em uma comunidade. As pessoas ficam cientes que ela existe, que é acessível e tem potencial[2]. Uma ação, que gera resultados imediatos, muito comum entre os TIC's é a promoção de cursos gratuitos entre nas comunidades próximas. O ITIC do Ceará é um exemplo muito atuante nesta área.A renda é, obviamente, o segundo apoio deste tripé. Sendo o Brasil um país de terceiro mundo, com desigualdades sociais fortes, a renda é um limitante grande para comunidades afastadas ou pobres que desejam ter acesso a tecnologia. Projetos como o Ilha Digital[4], do governo do Ceará, tentam burlar essa limitação, mas é bastante óbvio que um paleativo não deve ser usado como regra. As pessoas precisam ser capazes de se informatizar. Outro projeto, a nível nacional, que merece destaque, é o Computador para todos, que cria uma linha de crédito especial para a compra de computadores por famílias de baixa renda[wikipédia]. Uma iniciativa louvável do governo, diga-se de passagem.

Por último, temos a educação. Não adianta as pessoas serem informadas da tecnologia, conviverem com ela, terem acesso à mesma e não saberem utilizá-la. O governo brasileiro, por exemplo, tem investido muito nessa área, mas é um muito inadequado à escala continental do Brasil. O governo federal tem criado cursos online gratuitos para interessados, entretanto, toda a responsabilidade de ensino tecnológico necessária até a utilização do computador pelo usuário final para a apreciação de cursos do gênero ainda está deixada toda a cargo das escolas, que nem sempre conseguem dar o retorno esperado. Basicamente, ações efetivas na área de educação para inclusão digital tem ficado a cargo dos governos estaduais e iniciativas de prefeituras conscientes. Iniciativas como são bem caracterizadas pelos telecentros paulistanos[5].

Em pouco mais de 10 anos, de acordo com pesquisas recentes, o número de lares com computador, no Brasil, passou de 6,9% para 24%[3] o que é bom, mas completamente insuficiente. Espera-se que com a diminuição do preço dos computadores assim como o aumento da industrialização e produção de componentes digitais no Brasil, vide zona franca de Manaus, se possa melhorar esses números e níveis aceitáveis, possibilitante, pelo menos, a solidificação de uma das bases da Inclusão digital, que, talvez consiga, um dia, alcançar o ritmo da evolução tecnológica do mundo. Pelo menos, no quesito celular, o Brasil está muito bem[6], havendo previsões muito otimistas até para smartphones, que é uma tecnologia cara[7].

Bibliografia
[1] http://www.terra.com.br/istoe/digital/vidadigital.htm
[2] http://www.espacoacademico.com.br/024/24amsf.htm
[3] http://www.idbrasil.org.br/drupal/?q=node/23151
[4] http://inclusao.ibict.br/index.php/iniciativas-no-brasil/914-ilhas-digitais
[5] http://www.telecentros.sp.gov.br/
[6] http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u505981.shtml
[7] http://idgnow.uol.com.br/telecom/2007/07/24/idgnoticia.2007-07-24.4808755460/

domingo, 14 de junho de 2009

Evolução tecnológica (Brasil) [italo]

O Brasil, conhecido internacionalmente como uma potência agrícola natural[1], tem mostrado seu profundo interesse no desenvolvimento em tecnologia da informação (TI) a algum tempo[2]. Pesquisas do IDC e agências independentes mostram o compromisso sério do país com investimentos nessa área. Instituições de fomento da tecnologia como a Funcap [3](financiamento de pesquisas no Ceará) e o CNPQ[4](financiamento de pesquisas em nível nacional) tornam fácil a visualização dessas afirmações.

De uma forma geral, o Brasil tem se destacado e evoluído neste quesito. Dentre os países do Bric, "acrônimo criado em novembro de 2001 pelo economista Jim O'Neill"[wikipedia] para designar os quatro países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China, em termos de investimento em TI, o Brasil perde apenas para a China, que investe 64 bilhões/ano, em contraste com os 23 bilhões/ano do Brasil. Felizmente, esses números são bons! Vinte e três bilhões de dólares é um investimento comparável ao de países de primeiro mundo, como a Espanha[5].

O trunfo do Brasil não está somente no seus investimentos internos mas também no seu gráu de atratividade para o investidor estrangeiro que queira multiplicar seu capital com o TI brasileiro. Com taxas de crescimento em TI três vezes maiores que as do PIB para os próximos quatro anos(ref:2008)[6], o Brasil é, numericamente, o país mais atrativo do Bric para investimentos na área.

A estabilidade política, a liberdade econômica, um bom IDH e um mercado de capitais moderno[6] também atuam estrategicamente como fatores de incentivo a investidores em TI para o Brasil[7].

Enquanto empresas menores focam sua atuação em mercados locais e nichos específicos, tentando se diferenciar pela inovação de seus produtos, empresas de médio de grande porte estão investindo no outsourcing, que é o processo de desenvolvimento de software para clientes no exterior[8]. Com a crise atual, empresas do mundo todo estão a procura de formas de diminuir o seu custo, tornando o Brasil um destino natural.

Munido de boas doses de investimento e em sintonia com as necessidades mundiais em TI, o Brasil tem se mostrado uma excelente oportunidade de investimento e evolução em TI.

Bibliografia
[1] http://ilosservatori.blogspot.com/2007/10/segundo-reportagem-publicada-no-site.html
[2] http://www.oracle.com/global/br/corporate/press/2005_aug/pesquisa_mercado_software.html
[3] http://softwarelivre.ceara.gov.br/noticias/funcap-destina-r-3-milhoes-para-projetos-de-tic
[4] http://www.itec.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias-nacionais/cnpq-destina-r-15-milhoes-para-a-area-de-informatica/
[5] http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2932422-EI4803,00.html
[6] http://www.e-thesis.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3847&Itemid=135
[7] http://www.cit.com.br/noticia-201-brasil-e-o-mais-atraente-entre-os-bric-para-os-investimentos-de-ti-diz-idc
[8] http://brasiloutsourcing.wordpress.com/