segunda-feira, 29 de junho de 2009

Tecnologia x desemprego [felipe]

Com a Revolução Industrial as indústrias passaram a substituir a mão de obra humana pelas máquinas. A maior parte da mão de obra humana desempenhava um papel secundário na produção(controlar as máquinas, que se tornaram mão de obra primária). Chegou a se especular que o avanço científico e tecnológico poderia acabar, tendo em vista que o maioria da população ficaria desempregada. Imaginava-se que as máquinas iriam dominar completamente o mercado de trabalho.

É muito comum as pessoas pensarem que a tecnologia gera o desemprego. Basta pensarmos num simples exemplo: para estacionar o seu carro num estacionamento de um shopping, você pega o seu ticket do estacionamento com uma máquina. Esse trabalho talvez fosse feito por alguma pessoa há alguns anos atrás. Ela foi, portanto, demitida para que o sistema eletrônico fosse instalado. No entanto, alguém deve ter desenvolvido o sistema, gerando novas oportunidades de emprego.

Segundo pesquisas do DIEESE(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o número de desempregados no Brasil representa 15,3% da população economicamente ativa. O contigente de desempregados no último mês foi estimado em 3,298 milhões de pessoas, 41 mil a mais do que no mês anterior. A criação de vagas foi de 81 mil, porém não foi o suficiente para absorver a entrada de 97 mil pessoas no mercado de trabalho.

Talvez o avanço tecnológico não seja, por si só, um fator que contribue para o aumento do desemprego, mas sim a forma como o mercado exige da população o conhecimento dessas novas tecnologias. Como dizia Gabriel, o pensador, "aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá"! A partir do momento em que a tecnologia está ao alcance de todos, várias portas do mercado de trabalho se abrem para as pessoas. O que talvez esteja faltando para reduzir

Bibliografia
[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u585105.shtml
[2] http://www.alunodeinformatica.net/?tag=tecnologia-gera-desemprego

terça-feira, 23 de junho de 2009

Evolução tecnológica x Inclusão Digital [italo]

Você é da época do computador Pentium? Eu sou! Até tive! Um separador de águas na minha infância. O antes e o depois do meu Pentium. Esse foi meu primeiro contato com os computadores, que a pouco surgiam para os brasileiros em geral.

Nesse quesito, eu acredito que tive muita sorte. Fui um dos primeiros garotos da rua a ter um computador, uma pena que ainda era tudo muito novo. Eu tinha um computador, mas não sabia como usar. Tinha um computador, mas não tinha internet. Tinha um computador, mas eu ainda não fazia parte da Era Digital!

Antes de mais nada, é importante definir esse grupo ao qual eu não pertencia. A "Era Digital" é um período de tempo, que se estende até hoje, no qual as pessoas tornaram-se capazes de se conectar, trocar e produzir conhecimento através de equipamentos eletrônicos interativos, como o computador. Dito isso, sobra uma icógnita! Como se entra na "Era Digital"?

Todo o conceito de "Era Digital", de "pessoas conectadas", se deu por motivo das novas invenções do final do século XX e, principalmente, da forma como a "Inclusão Digital" ocorreu, possibilitando acesso das pessoas a tecnologia.
Desde antes do meu pentium, o processo de ensino, difusão e massificação dos computadores e equipamentos de informação já se dava em níveis variados. Também chamada de Inclusão Digital, esse processo permite o acesso das pessoas em geral, e não somente dos profissionais de tecnologia, à tecnologias de informação como um todo[wikipédia].

Mesmo sendo conceitualmente simples, "pessoas tendo acesso à tecnologia", a inclusão digital depende de alguns fatores para ocorrer. Pesquisadores e estudiosos em geral concordam, entretanto, que três pilares são essenciais [2]:
  1. TIC's
  2. Renda
  3. Educação
Esse tripé estrutural é na verdade bem lógico: os TIC's, ou centros de tecnologia, são núcleos responsáveis por divulgar e fomentar a tecnologia nas regiões em que atuam. Isso cria a visibilidade que a tecnologia precisa, em uma comunidade. As pessoas ficam cientes que ela existe, que é acessível e tem potencial[2]. Uma ação, que gera resultados imediatos, muito comum entre os TIC's é a promoção de cursos gratuitos entre nas comunidades próximas. O ITIC do Ceará é um exemplo muito atuante nesta área.A renda é, obviamente, o segundo apoio deste tripé. Sendo o Brasil um país de terceiro mundo, com desigualdades sociais fortes, a renda é um limitante grande para comunidades afastadas ou pobres que desejam ter acesso a tecnologia. Projetos como o Ilha Digital[4], do governo do Ceará, tentam burlar essa limitação, mas é bastante óbvio que um paleativo não deve ser usado como regra. As pessoas precisam ser capazes de se informatizar. Outro projeto, a nível nacional, que merece destaque, é o Computador para todos, que cria uma linha de crédito especial para a compra de computadores por famílias de baixa renda[wikipédia]. Uma iniciativa louvável do governo, diga-se de passagem.

Por último, temos a educação. Não adianta as pessoas serem informadas da tecnologia, conviverem com ela, terem acesso à mesma e não saberem utilizá-la. O governo brasileiro, por exemplo, tem investido muito nessa área, mas é um muito inadequado à escala continental do Brasil. O governo federal tem criado cursos online gratuitos para interessados, entretanto, toda a responsabilidade de ensino tecnológico necessária até a utilização do computador pelo usuário final para a apreciação de cursos do gênero ainda está deixada toda a cargo das escolas, que nem sempre conseguem dar o retorno esperado. Basicamente, ações efetivas na área de educação para inclusão digital tem ficado a cargo dos governos estaduais e iniciativas de prefeituras conscientes. Iniciativas como são bem caracterizadas pelos telecentros paulistanos[5].

Em pouco mais de 10 anos, de acordo com pesquisas recentes, o número de lares com computador, no Brasil, passou de 6,9% para 24%[3] o que é bom, mas completamente insuficiente. Espera-se que com a diminuição do preço dos computadores assim como o aumento da industrialização e produção de componentes digitais no Brasil, vide zona franca de Manaus, se possa melhorar esses números e níveis aceitáveis, possibilitante, pelo menos, a solidificação de uma das bases da Inclusão digital, que, talvez consiga, um dia, alcançar o ritmo da evolução tecnológica do mundo. Pelo menos, no quesito celular, o Brasil está muito bem[6], havendo previsões muito otimistas até para smartphones, que é uma tecnologia cara[7].

Bibliografia
[1] http://www.terra.com.br/istoe/digital/vidadigital.htm
[2] http://www.espacoacademico.com.br/024/24amsf.htm
[3] http://www.idbrasil.org.br/drupal/?q=node/23151
[4] http://inclusao.ibict.br/index.php/iniciativas-no-brasil/914-ilhas-digitais
[5] http://www.telecentros.sp.gov.br/
[6] http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u505981.shtml
[7] http://idgnow.uol.com.br/telecom/2007/07/24/idgnoticia.2007-07-24.4808755460/

domingo, 14 de junho de 2009

Evolução tecnológica (Brasil) [italo]

O Brasil, conhecido internacionalmente como uma potência agrícola natural[1], tem mostrado seu profundo interesse no desenvolvimento em tecnologia da informação (TI) a algum tempo[2]. Pesquisas do IDC e agências independentes mostram o compromisso sério do país com investimentos nessa área. Instituições de fomento da tecnologia como a Funcap [3](financiamento de pesquisas no Ceará) e o CNPQ[4](financiamento de pesquisas em nível nacional) tornam fácil a visualização dessas afirmações.

De uma forma geral, o Brasil tem se destacado e evoluído neste quesito. Dentre os países do Bric, "acrônimo criado em novembro de 2001 pelo economista Jim O'Neill"[wikipedia] para designar os quatro países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China, em termos de investimento em TI, o Brasil perde apenas para a China, que investe 64 bilhões/ano, em contraste com os 23 bilhões/ano do Brasil. Felizmente, esses números são bons! Vinte e três bilhões de dólares é um investimento comparável ao de países de primeiro mundo, como a Espanha[5].

O trunfo do Brasil não está somente no seus investimentos internos mas também no seu gráu de atratividade para o investidor estrangeiro que queira multiplicar seu capital com o TI brasileiro. Com taxas de crescimento em TI três vezes maiores que as do PIB para os próximos quatro anos(ref:2008)[6], o Brasil é, numericamente, o país mais atrativo do Bric para investimentos na área.

A estabilidade política, a liberdade econômica, um bom IDH e um mercado de capitais moderno[6] também atuam estrategicamente como fatores de incentivo a investidores em TI para o Brasil[7].

Enquanto empresas menores focam sua atuação em mercados locais e nichos específicos, tentando se diferenciar pela inovação de seus produtos, empresas de médio de grande porte estão investindo no outsourcing, que é o processo de desenvolvimento de software para clientes no exterior[8]. Com a crise atual, empresas do mundo todo estão a procura de formas de diminuir o seu custo, tornando o Brasil um destino natural.

Munido de boas doses de investimento e em sintonia com as necessidades mundiais em TI, o Brasil tem se mostrado uma excelente oportunidade de investimento e evolução em TI.

Bibliografia
[1] http://ilosservatori.blogspot.com/2007/10/segundo-reportagem-publicada-no-site.html
[2] http://www.oracle.com/global/br/corporate/press/2005_aug/pesquisa_mercado_software.html
[3] http://softwarelivre.ceara.gov.br/noticias/funcap-destina-r-3-milhoes-para-projetos-de-tic
[4] http://www.itec.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias-nacionais/cnpq-destina-r-15-milhoes-para-a-area-de-informatica/
[5] http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2932422-EI4803,00.html
[6] http://www.e-thesis.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3847&Itemid=135
[7] http://www.cit.com.br/noticia-201-brasil-e-o-mais-atraente-entre-os-bric-para-os-investimentos-de-ti-diz-idc
[8] http://brasiloutsourcing.wordpress.com/